sábado, 15 de abril de 2017

Uma História de Amor.

Uma passagem marcante que temos no Evangelho escrito por Lucas, no capitulo 10, sobre a indagação de "Um certo doutor da Lei" junto a Jesus Cristo sobre como herdar a salvação.   A salvação faz necessário uma explicação, significa viver eternamente com o Senhor, ter por Ele o seu resgate definitivo. A salvação sempre foi e sempre será objeto de indagação por muitas pessoas, alguns confiantes em demasia que já obterão este precioso conforto, outros nem muito preocupado com o assunto, mas de qualquer forma o referido questionador, se por ironia ou por duvida, questionou o assunto junto a Jesus.

Na resposta dada pelo Senhor traz o resumo da Lei que o Senhor havia entregue ao povo de Israel por intermédio de Moisés,  que é necessário amar o Senhor nosso Deus de todo o coração,  alma e entendimento,  ou seja por completo, em todo o nosso ser bem como também o próximo.  Difícil para o interlocutor é saber quem é o próximo,  para nós também seria difícil entender o profundidade desta ordenança,  pois deve vencer fronteiras, derrubar barreiras e preconceitos que nós mesmos criamos, pois o ensino sinaliza um amor derraigado de interesses próprios ou até alheios a nossa vontade, totalmente centralizado em querer o bem e faze-lo sem nenhum preconceito.

Para o Doutor da Lei, fica obscuro o direcionamento dado pelo Senhor Jesus, falta referência de como localizar o aspecto do "próximo", pois o "próximo", figuraria, em um pensamento humano como uma pessoa de nossa intimidade, que encontra-se próximo ao nosso relacionamento, de fácil contato e que goze deste estreitamento relação de apreço,  de fácil gesto e  carinho, alguém que esteja no mesmo nível que o nosso,  desta forma Jesus lança mão de uma parábola, onda demonstra originariamente o objetivo do Senhor de constituir uma Nação onde deve apresentar como instrumento de bênção para todos os semelhantes, ou seja todas as famílias, todos os indivíduos seriam contagiados por este amor, que diz a Palavra do Senhor "O AMOR DO SENHOR NOS CONSTRANGE", onde destacam uma situação em que um homem sai de Jerusalém para ir até Jericó e no meio do caminho é surpreendido por salteadores e agredido, surrado e meio morto ele é abandonado no meio do caminho da cidade de Jerusalém a Jericó,  uma pergunta nos é remetido porque este trajeto?  Analisando em um sentido simbólico,  vimos que Jerusalém é a cidade do grande Deus, e que por algum motivo ele sai para ir até Jericó,  neste sentido percebemos uma ligação restrita que este homem têm com o Senhor, ele sai por um caminho distante,  das cercanias do Senhor, se projeta para uma rota difícil mesmo tendo apenas 27 Km distância entre si,  era uma estrada íngreme e traiçoeira e envolvia um declive de quase 900 metros, além destas dificuldades naturais a estrada era cercada por ladrões,  homens maus que além de rouba-lo, intenta contra a sua vida, deixando quase nu o surram deixando quase morto.

O aspecto maior desse trama, é que coincidentemente temos a mesma situação,  em nosso dia a dia, vemos pessoas que em sua tenra idade cheios de sonhos projetos, com uma alegria ainda nutrida em seus corações e são surpreendidos pelas mazelas da ação do inimigo e levados a um verdadeiro martírio ficando sagrando pelas estradas de suas vidas quase mortos, ainda tendo uma vida física, mas mortos em seus delitos, colocados a margem da sociedade e excluídos por um sistema que foi deturpado pelo homem mas o seu original foi criado diferente pelo próprio Senhor, para que o homem venha ser a imagem e semelhança de Deus.  No questionamento do Doutor da Lei, ele estava com uma única intenção cercar Jesus e tentar encontra um erro e ele é surpreendido na sua pequenez dimensão de o que significa a palavra próximo.   Jesus lança sobre ele um pequeno enigma,  para que ele entendesse e nesse enigma ele faz parte do enredo, pois na sua dimensão o próximo não poderia ser aquele moribundo, pois estava quase morto já estava condenado na sua própria sorte.

Três personagens são apresentados: um sacerdote, um levita e um samaritano, os dois primeiros representam os representantes de Deus junto ao povo, onde demonstrariam todos os atributos morais de Deus, onde devem ensinar o amor de Deus para com o povo, o sacerdote destacado diante a Palavra do Senhor servia para apresentar os seus dons e sacrifícios, isto é demonstrar a sua qualidade aperfeiçoada pelo o Senhor nosso Deus e sacrifícios demonstrando a sua dedicação para servir ao Senhor, é claro que este serviço é o objetivo de sua existência, a Lei Sacerdotal dada pelo Senhor a Moisés definiu a quem poderia ser sacerdotes, definindo assim que nem todos estavam prontos para servirem ao Senhor, somente os descendentes de Levi,  o terceiro filho de Jacó e Lia e dentre os descendentes de Levi somente os filhos de Arão ou seja, Arão que foi bisneto de Levi, os filhos de Levi foram: Gerson, Coate e Merari.  Que não tiveram direito há terras nas "Terra prometida", Arão é neto de Coate e filho de Anrão. A tribo de Levi havia sido separada por Deus para cuidar do Tabernáculo, porém sacerdotes somente Arão e seus filhos e o Sumo Sacerdote o primogênito de Arão.  O  ofício Sacerdotal foi dado pelo Senhor com uma especificação a respeito do ministério de Arão, o Sumo Sacerdote e dos deveres do sacerdócio em geral, a sua missão foi de representar o povo diante de Deus, somente a eles poderiam queimar o incenso, cuidar do castiçal e dá Mesa dos pães dá proposição, oferecer sacrifícios no altar e abençoar o povo. Além disso julgarem as causas cíveis do povo e ensinar a Lei.  Eram os mediadores entre o povo é Deus é comunicavam ao povo a vontade é o concerto de Deus, devido a pecaminosidade do povo, ao exercerem o seu ofício eles faziam expiação pelo pecado do povo e testificavam da santidade de Deus, a misericórdia do Senhor é o seu amor, pois a morada de Deus se fez entre os homens na tipificação do Tabernáculo.  Já os Levitas são os demais descendentes de Levi, cada um com sua função é no todo de ajudar os sacerdotes na execução de seus serviços, os descendentes de Levi foram dados a Arão para o servirem no serviço Sacerdotal, guardando de toda a congregação, diante da tenda dá congregação, administrando o ministério do Tabernáculo tendo cuidado de todos os utensílios dá tenda dá Congregação, pois os Levitas a Arão e as seus filhos foram separados entre os filhos de Israel em dádiva.  Os Levitas foram tirados do meio dos filhos de Israel em lugar de todo o primogênito na terra do Egito.  Dos descendentes de Gerson as suas tendas eram assentadas atrás do Tabernáculo ao ocidente e eram responsáveis pelo Tabernáculo, a tenda, a sua coberta, o véu dá porta dá tenda, as cortinas do pátio e o pavilhão da porta  do pátio bem como as suas cordas para todo o serviço.  Dos descendentes de coate as suas tendas eram assentadas ao lado do Tabernáculo dá banda do sul e eram responsáveis pela guarda dá arca, dá mesa, do castiçal, os altares,  os utensílios do santuário e o véu.  Dos descendentes de Mercado as suas tendas eram assentadas ao lado do Tabernáculo dá banda do norte e eram responsáveis pelas tábuas do Tabernáculo, os varais, as suas colunas do pátio e do Tabernáculo em redor.  Os Levitas eram separados para o serviço com a idade de trinta aos cinquenta anos.  No período do Tabernáculo móvel os Levitas  o desmontavam e carregavam segundo os seus serviços.  Já no tempo do Reinado, onde o Tabernáculo já não era móvel e deu lugar ao templo, mas ainda no tempo de Davi, os Levitas já não precisava mais carregar o Tabernáculo, somente agora a manutenção do templo, respeitando somente as funções dos sacerdotes, já no tempo de Davi oficializou a musicalidade no templo utilizando os levitas, a partir das fixação do Tabernáculo, Davi fez a contagem dos Levitas com idade acima de 30 anos e chegou ao número de 38.000 homens, distribuindo em 24.000 Levitas para promoverem a obra da Casa do Senhor, 6.000 Oficiais e Juízes, 4.000 Porteiros e 4.000 Levitas para louvarem o Senhor com instrumentos. Já o Samaritano a sua colocação no texto está relacionado a sua etnia pois o surgimento do povo Samaritano é um motivo de litígio entre os judeus. O seu surgimento se deu ainda no tempo do Cativo Assírio onde os habitantes da cidade de Samaria e sua freguesia, localizada no alto do monte entre a Judeia e a Galileia, atualmente a região está situada na Palestina, entre Israel e a Cisjordânia.  A cidade de Samaria foi construída por Onri, sexto rei do Reino do Norte (chamado também de Israel) que reinou de 885 a 874 a.C. a partir de então esta Cidade passou a ser a capital do Reino do Norte até a sua queda em 772 a.C., o nome Samaria deriva de " Semer", nome do homem que vendeu este monte para o rei. Mas o objeto de questionamento que os judeus não se davam com os samaritanos por causa das miscigenação de raças sofrida pelos israelitas que habitavam a cidade de Samaria quando foi invadida pelos Assírios que trouxeram outros povos para habitarem a cidade de Samaria, a partir deste fato os judeus e os samaritanos não se davam bem, até no tempo de Jesus ainda não se entendam e os samaritanos eram desprezados pelos judeus.

O que o Senhor Jesus transmitiu aos seus interlocutores diz a respeito a um sentimento que vence barreiras da mais simples a mais complexa e entre judeus x samaritanos esta barreira era intransponível, podemos comparar a que no dias de hoje é vivida pelos judeus x palestinos que devem ser sanadas.  Mas iniciamos primeiramente pela barreira social entre um diálogo de homem com uma mulher que para aquele tempo era improvável. Outro aspecto é que aquela mulher que estava vivendo amaziada com o seu atual companheiro e já ter possuído vários maridos, que possivelmente tivesse tornado viúva dos seus maridos, não seria difícil de ter acontecido várias vezes ter viuvado, pois os índices de mortandade naquele tempo era alto, mas mesmo assim um líder religioso não travaria um diálogo com uma pecadora, um diálogo desta natureza nunca poderia ter acontecido neste estado, colocaria em dúvida a espiritualidade do religioso.  Mas a essência do diálogo é que Jesus sabia da ansiedade que o coração daquela mulher nutria, pois ela estava presa entre a mística dá religiosidade de seu povo em detrimento o verdadeiro caminho, ela sabia que desde Jeroboão os habitantes daquele local não tinham mais o hábito de descer até Jerusalém para adorar o Deus de Israel, permaneciam naquele monte e se serviam de um sistema religioso falso para adorar a Deus e se prendia a tradição religiosa, pois viu seu país fazerem isto, mesmo assim sabendo que a salvação vem dos judeus.  Muitas pessoas estão também assim presos em suas tradições e sabem que a salvação é somente por Jesus, mas não o querem segui-lo, preferem viver suas tradições, achando que serão tocados por Deus em seus sacrifícios tolos, em suas crenças equivocadas, achando que estão servindo a Cristo pelas suas ligações religiosas.  Mas na verdade estão muito longe de Deus e primeiramente é necessário seguir a voz profetica do Senhor é entender que o Senhor busca os verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade, o adoram em uma profundidade espiritual e não superficialmente, mas de forma intensa através de Jesus, pois a intensidade dá adoração deve estar comprometida com a verdade é a verdade é Jesus Cristo.  A prova maior deste abrir dos olhos daquela mulher é que ela conseguiu ver o Messias e só o vemos quando abrimos os olhos espirituais.  É preciso reconhecer Jesus.
Pastor Júlio Caldeira.






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