segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O PREPARO DO PROFESSOR PARA PROMOVER CRESCIMENTO NA EBD

Julio Cesar Caldeira Costa[1]

E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou de sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas.
(Mt 7.28,29)   

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos Escribas e Fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus. (Mt 5.20)

RESUMO

Trata-se de uma apresentação de como o Servo do Senhor se dispõe a se preparar para a promoção do Reino de Deus e mais especificamente nas Escolas Bíblicas Dominicais como canal de benção para sua vida e as vidas que forem compartilhadas pelos seus dons, ainda temos a cátedra que o preparo é forjado pelo próprio Senhor Jesus Cristo e seguindo o seu roteiro que encontra-se nas Escrituras Sagradas.

Palavra-chave: Escola Dominical, Preparo Teológico, Preparo Espiritual.
  
INTRODUÇÃO

Paulo escrevendo a Tito deu a sistematização de como devemos tanto o próprio Tito como a todos que foram alcançados pela graça derramada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo:

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-os que, renunciando à impiedade e às concupiscências mudanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.  O qual se deu a si mesmo por nós, para remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo especial, zeloso de boas novas . (Tt 2.11-15)

Escola Dominical - o que é? o seu porquê? o seu beneficio? não podemos ficar somente com o fato histórico de Robert Raikes, que surgiu na Inglaterra com o propósito de evangelizar crianças que ficavam sem atividades durante os serviços de domingo.  Certo dia procurando um jardineiro na Rua Saint Catherine, no Bairro de Sooty Alley, ele encontrou um grupo de crianças maltrapilhas brincando na rua.  A esposa do jardineiro disse então que aos domingos a situação era pior, pois as crianças que trabalhavam nas fabricas, de segunda a sábado, durante horas muito longas, ficavam desocupadas nesse dia, quase abandonadas, passando o tempo brincando, brigando e aprendendo toda a espécie de vícios, Raikes constatou que essas crianças estavam a um passo do mundo do crime e ele chegou a ver o destino de muito deles, ao visitar as prisões de Gloucester.  Raikes pode logo associar com crianças, de seis aos doze anos nestas Escolas Dominicais, contratou 04 mulheres no bairro para lecionar.
Com  seguinte objetivo principal alfabetizar os alunos e ensinando Bíblia para modificar o caráter usando os ensinamentos Bíblicos.  As aulas começavam às 10:00 Hs da manhã e iam até as 02:00 Hs da tarde, com lições de matemática, história e inglês, com intervalo de uma hora para o almoço.  Após, eles eram levados à Igreja para serem instruídos no Catecismo até as 17:30 Hs, após um período experimental, Raikes divulgou suas idéias e o resultado em seu jornal;  no dia 03 de novembro de 1783, um ano depois já eram 250 mil alunos matriculados, a taxa de criminalidade de Gloucester caiu de forma que em 1792, ou seja, 09 anos depois não houve um só caso julgado pela Comarca de Gloucester.  Este movimento de uma forte resistência oposicionista por considerar um movimento diabólico, porque era á parte das Igrejas e era dirigido por leigos, isto é pessoal que tinham formação religiosa.  Quando Raikes faleceu em 1811, após 28 anos haviam 400.000 mil alunos matriculados nas diversas Escolas Dominicais.  E nesse ano ocorreu a divisão em classes, possibilitando alfabetização de adultos.

I - O PREPARO TEOLÓGICO
Desde o principio o Senhor preocupou-se em resgatar o homem desde a queda de Adão, por isso o plano da salvação fora elaborado antes da fundação do mundo ( I Pe 1.20), enviando o seu filho no seu tempo.  Deus tem levantado pessoas determinadas a fazerem a sua obra, mesmo que o mundo tenha feito pouco caso, como no tempo de Noé;  Levanta um escravo para governar o Egito, capacita um jovem como Daniel para servir 05 Reis e testemunhar perante a todos a sua fidelidade, a ponto de todos os Caldeus adorarem somente ao Único Deus, o Deus de Daniel (Dn 6.25-28).
Ora tudo isto tem um propósito da parte do Senhor que foi e é a manifestação do Senhor em seu poder e glória, todos estes homens tiveram a orientação do Senhor, da mesma forma como Moisés fora orientado a libertar o seus povo e lhe deu a Lei para o seu povo andasse com o Senhor, separou a Tribo de Levi para ensinar o povo.
Deus se manifesta mediante a sua palavra conseqüentemente se não houver conhecimento teológico sistemático não há como fazer a vontade do Senhor.  Charles Spurgeon, o famoso pregador inglês do século 19, afirmou seu preciso mais que fidelidade na formação ministerial:
Recebo inscrições de alguns bons homens que se destacam por enorme [paixão] e zelo, mas com inegável ausência de cérebro.  São irmãos que falam sem parar sobre coisa alguma - que pisoteiam a Bíblia, mas sem nenhum resultado.  São sinceros, absolutamente sinceros, com um labor imenso, do tipo mais penoso, mas nada resulta desse esforço... portanto, normalmente tenho rejeitado suas inscrições. Segundo Spurgeon (apud KELLER, 2014, p.15)[2]


A Tribo de Levi sua função foi determinante, pois nem todos de Israel estavam aptos a servirem ao Senhor, o Sacerdote representava o povo diante de Deus e o Levita auxiliava o sacerdote, onde demonstrariam todos os atributos morais de Deus, onde deviam ensinar o amor de Deus para com o povo,  o Sacerdote destacado diante à Palavra do Senhor servia para apresentar os seus dons e sacrifícios, isto é demonstrar a sua qualidade aperfeiçoada pelo o Senhor nosso Deus e sacrifícios demonstrando a sua dedicação para servir ao Senhor, é claro que este serviço é o objetivo de sua existência, a Lei Sacerdotal dada pelo Senhor a Moisés definiu a quem poderia ser sacerdotes, definindo assim que nem todos estavam prontos para servirem ao Senhor, somente os descendentes de Levi, o terceiro filho de Jacó e Lia e dentre os descendentes de Levi, somente os filhos de Arão ou seja, Arão que foi bisneto de Levi.  Os filhos de Levi foram: Gerson, Coate e Merari, que não tiveram direito à terras na "Terra Prometida", Arão neto de Coate e filho de Anrão.  A tribo de Levi havia sido separada por Deus para cuidar do Tabernáculo, porém sacerdotes somente Arão e seus filhos e o Sumo Sacerdote o primogênito de Arão.  O oficio Sacerdotal foi dado pelo Senhor com uma especificação a respeito do ministério de Arão, e seus deveres do seu sacerdócio foi de representar o povo diante de Deus, somente eles deveriam queimar o incenso, cuidar do castiçal e da mesa dos pães da proposição, oferecer sacrifícios no altar e abençoar o povo.  Além disso julgarem as causas cíveis do povo e ensinar a Lei. Eram os mediadores entre o povo e Deus e comunicavam ao povo a vontade e o concerto de Deus, devido a pecaminosidade do povo, ao exercerem o seu oficio eles faziam a expiação pelo pecado do povo e testificavam da santidade de Deus, a misericórdia do Senhor e o seu amor, pois a morada de Deus se fez entre os homens na tipificação do tabernáculo.  Já os levitas são os demais descendentes de Levi, cada um com sua função e no todo de ajudar os Sacerdotes na execução de seus serviços, os descendentes de Levi foram dados a Arão para o servirem no serviço sacerdotal, guardando de toda a congregação, diante da tenda Congregação, administrando o ministério do Tabernáculo, tendo cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação, pois os levitas a Arão e as seus filhos foram separados entre os filhos de Israel em dádiva.  Os Levitas foram tirados do meio dos filhos de Israel em dádiva.  Os Levitas foram tirados em lugar de todo o primogênito na terra do Egito.  Os Levitas eram separados para o serviço com a idade de trinta anos aos cinqüenta anos.  No período do Tabernáculo móvel os Levitas demonstravam e carregavam segundo os seus serviços.  Já no reinado de Davi, quando o Tabernáculo deixou de ser móvel, Davi oficializou a musicalidade no Templo utilizando s Levitas, Davi fez a contagem dos Levitas com idade de trinta anos e chegou ao numero de 38.000 homens, distribuindo em 24.000 homens para promoverem a obra do Senhor, 6.000 homens oficiais e juízes 4.000 homens porteiros e 4.000 Levitas para louvarem ao Senhor com os instrumentos.
Podemos observar que desde Israel, a necessidade do ensino foi a primordial vontade do Senhor, fazendo assim os Sacerdotes e os Levitas promoviam o ensino para o povo de Deus, ensinando a sua palavra e para ensinar é preciso conhecer, ser ensinado, a tribo de Levi viviam sobre um regime de aprendizado desde a sua infância, conhecendo em sua função desde o cuidado do Tabernáculo até o seu deslocamento, e na sua montagem, parece monótono, mas na pratica do oficio encontramos a fidelidade do serviço e a constante presença do Senhor.
Nada muda na plenitude dos tempos, somente a revelação do mistério escondido, oculto na palavra do Senhor e revelado pelo Salvador em sua obra expiatória (Gl 4.4), Paulo como também os Apóstolos do Senhor, buscou de todos as formas a interpretação inequívoca do ensino na revelação de Deus e sua aplicação na vida dos seus servos, ensinando assim a guardar que haviam aprendido com Jesus Cristo e entendido que a Lei se cumpre em Jesus Cristo e liberto somos na carne da condenação da Lei para sermos recebido como filhos adotivos.
A preparação então dos apóstolos foram com o objetivo de ensinar os discípulos oriundos do recebimento ao darem credito a pregação do evangelho.  O que é o evangelho? é uma boa noticia, não um bom conselho, que anuncia que fomos resgatados e que Jesus Cristo fez para restaurar o relacionamento com Deus.  Evangelho não se refere ao que fazemos, mas ao que foi feito por nós e assim o resultado é um viver novo.  Tertuliano, um dos pais da Igreja, fez a seguinte afirmação: "Assim com Jesus foi crucificado entre dois ladrões, o evangelho também é sempre crucificação entre dois  erros: Legalismo e Relativismo (Antinomismo)".  Mas também para guardar esta palavra, desta forma somente pelo verdadeiro ensino, e para o que ensina haja dedicação (Rm 8.7), esta dedicação é embasada na examinação das Escrituras.  Jhon Piper em seu sermão "O que Jesus quer?"[3]  Piper nos responde citando o evangelho de João cap. 17, verso 24, em seu sermão esta pergunta é necessário para o desempenho de nosso ministério, e só sabemos a resposta quando examinamos as Escrituras, lendo a sua palavra, esmiuçando a pedra, deixando ser gotejado pela sua palavra, mergulhando neste oceano.

II O PREPARO ESPIRITUAL
A transformação espiritual resulta na ação do Espírito Santo em nossas vidas, é Cristo formando em nós (Gl 4.19), uma formação espiritual ela procede do crescimento na graça, não é um exercício físico que o atleta a cada treino aperfeiçoa seu desempenho, há muitos que pela pratica religiosa engana-se a si mesmo que atinge o ápice espiritual, até porque não há limites para atingir o padrão espiritual, por uma comunhão perfeita o Senhor tomou para si Enoque (Hb 11.5, Gn 5.22-24), essa comunhão ela se propaga de dentro para fora.
A diferença do ensino dos Escribas para o ensino de Jesus se dá pela autoridade dispensada por Jesus, esta autoridade Jesus passou para os Apóstolos ao desenvolver a grande comissão, e percorreu todo o Oriente Médio e parte da Europa pela Igreja de Cristo, ensinando a guardar a sua palavra, a palavra autoridade "εξονσιαγ" - "exousian" da raiz "εξονσια" - "exousia" têm como definição → o poder de reger ou governar / o poder de alguém de quem a vontade e as ordens devem ser obedecidas pelos outros; universalmente autoridade sobre a humanidade; alguém que possui autoridade; o principal e mais poderoso entre os seres criados, superior ao homem, potestades espirituais.  Da raiz "εξονσιαζω" - "exousiazo" ter poder ou autoridade, usar o poder.
Autoridade no mundo físico, conforme o dicionário Silveira Bueno significa: Magistrado que exerce poder, agente ou delegado do poder público; o que tem competência num assunto.  No mundo jurídico - Autoridade significa: legitimidade, reconhecimento - esta autoridade ela é revestida ou pela função de representação ou pela investidura do cargo, ela não se confunde com a personalidade, ela possui o seu "status cuo" no determinado espaço do tempo, se a autoridade esta vinculada na função ou cargo exercido.
Já a autoridade divina compartilhada por Jesus aos homens que vem do céu, ela é disciplinada por Jesus ao censurar os Escribas e Fariseus que buscavam honra e glória vista pelos homens, eram considerados mestres como grande conhecedores das Escrituras, mas sem à autoridade espiritual vinda do céu.
Jesus orientou os seus discípulos na presença da multidão, que não serem semelhantes a estes grupos, mais sejais semelhante a Ele.  Satanás tentou Jesus, e no evangelho de Lucas (Lc 4.6) Satanás demanda a Jesus que lhe daria autoridade sobre Reinos do mundo que pertencia a Satanás, fala do governo humano que Satanás roubou do homem com a queda de Adão, esta autoridade é humana, pois Satanás jaz no mundo.  Jesus respondeu que somente à Deus adorará e a Ele prestará culto.  O termo usado no evangelho de Lucas é "εξονσιαγ" - "exousian", porém era uma autoridade ilegítima, esta autoridade só temos conquista no Calvário; pois não conseguimos vivenciar o poder de Deus se não compartilharmos a autoridade divina que reinará sobre todos os reinos, para isto precisamos guardar as suas obras até o fim (Ap 2.26).
Quais são as obras do Senhor? um questionamento que precisamos estar atento em toda a nossa carreira ministerial, para não desviarmos do propósito do Senhor, sabendo que o Senhor nunca desvia de seus propósitos.  Há muitos darão as regras para ficarmos no propósito do Senhor, mas somente uma direção temos de seguir e está na palavra proferida por Jesus quando ensinou um modelo de oração aos seus discípulos, os discípulos foram humildes em declararem não saberem orar e está no inicio da oração que são: 1 - A santificação do seu nome; 2 - Venha o teu Reino; e 3 - Seja feita a tua vontade.
Só conseguimos obter esta autoridade espiritual quando estamos na prospecção da expansão do Reino do Senhor, que figura no modelo da oração:  querer, lutar pela vinda do Reino, fazer a sua vontade e a essencial que é santificar o seu nome;  sabemos que o Senhor é Santo, então como santificá-lo?  Jesus está nos dizendo que esta santificação é em nossa vida, pois se afirmamos que o seu nome está em nossas vidas, devemos ser santo, se entendemos este requisito conseguiremos entender como funciona o Reino dos Céus fazemos a sua vontade.  E sua vontade é que todos os homens conheçam a Deus e o seu conhecimento de dá através de Jesus, Paulo nos afirma que quem tem um conhecimento é inchado, ma quem ama a Deus, Deus o conhece.  O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica.  Para termos autoridade de Deus precisamos amar, amar sua vinda, amar a sua obra, amar o irmão.

III - O CRESCIMENTO DA EBD
Em uma análise rápida, pensamos em uma expressão numérica, vivemos em mundo onde as conquistas são expressas em números, temos a expectativa de que o maior numero de alunos é um sinal de transmissão de conhecimento.  Mas os resultados não são tão marcantes, cultos frios e pouca fraternidade, disputas ministeriais e uma dispersão no culto ao Senhor.  Qual o crescimento que desejamos?  o numérico ou o espiritual?  qual será a nossa escolha? estamos querendo cumprir o IDE para quê?  quais são os objetivos?  As Igrejas denominacionais estão cheias, representamos quase 40 % da população brasileira e estamos na maior crise existencial nas Igrejas denominacionais que estamos perdendo o nosso DNA, se podemos fazer esta analogia.
O que queremos, onde está o erro? falsas conversões, quem são os culpados?  nos mesmos, o Apostolo João escreveu em sua 1ª  Epistola que os falsos mestres estavam infiltrando-se nas Igrejas, afirmou dos falsos mestres, se fazendo anticristos, levando falsos ensinos a Igreja e  ao serem rejeitados, João simplesmente diz a Igreja : "Eles saíram de nós, mas não era nossos" (I Jo 2.18), devemos ter clareza em nosso ensino e  eles se manifestarão pois nem todos são nossos, com suas falsas piedades.
Jesus preocupou-se com a qualidade de seu ensino, buscou um pequeno grupo e passou o mistério oculto por Deus e estes discípulos preocuparam em transmitir tudo o que viu e ouviu e com isso o Espírito Santo teve liberdade para usar, pois Deus coopera conosco.  O pastor Anglicano, falecido em 2011, John Stott proferiu a seguinte frase: "Não se preocupe com quem entra e sai de sua Igreja, preoucupe-se com o que entra e sai do seu púlpito".  O que precisamos é voltar os nossos esforços em discipular com esmero e preparar verdadeiros servos do Senhor, é por este motivo que "Ele deu uns para apóstolos, e outros para profeta, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.  Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef 4. 11,12), estamos esquecendo que a estatura de varão perfeito é uma obra que o Senhor compartilha com os seus santos, exercendo o seu ministério.
A Escola Dominical é a única escola que diploma somente no termino de nossa vida, é uma escola diferente onde as demais escolas conclui os seus estudos.  Ela é contínua, sempre até o fim e o seu crescimento é na oportunidade de nos fortalecemos como salvo, aguardando a volta do Senhor.  Participamos ativamente para este crescimento, quantos alunos sua classe têm?  Qual a sua motivação? Como tem se preparado? Seus alunos podem testemunhar sobre suas vidas com Cristo?  como você transmite o relacionamento entre irmãos?  desta forma precisamos de termos uma visão clara e um entendimento preciso da obra do Senhor.  A determinação é o que será o diferencial, a determinação de servir, nunca deixar que a possível sensação de frustração possa ser percebida, pois não está em jogo o seu sucesso e sim o aprendizado de seu aluno, os alunos.  Lembre-se é o Senhor que acrescenta almas.  Os resultados são de Deus.
Conseguimos atentar pelo crescimento que o Senhor nos proporciona seguindo o que os primeiros cristãos obedeceram a Deus, seguindo 03 regras importantes:
1 ª - Regra: Ensinar a palavra do Senhor, o que está contido entre Genesis a Apocalipse, Jesus pregava, ensinava e curava, as pregações são como flechas que cravam no peito do pecador e tocado pelo evangelho o Espírito Santo o convence do pecado, da justiça e do juízo.  Já o ensino trabalha no crente auxiliando-o para aceitar a sua santificação gerada pelo Espírito Santo, o Senhor livrou Israel do Egito, mas o ensino tirou o Egito do coração de Israel e dominará o maior inimigo do homem ele mesmo.  Segundo SANTOS e COZZER (2014, p.94) o nosso ensino é extremamente negligenciado por varias formas: Falta de investimentos na área, falta de interesses de muitos irmãos pelo ensino bíblico, pois não é visto como importante.  O que afasta o crente da Igreja é o pecado, mas se você ensinar a Palavra do Senhor ela frutificará e os salvos serão acrescentados, os primeiros cristãos ao ouvirem o Evangelho se converteram, o passo inicial desta nova jornada, foi a perseverança na doutrina dos apóstolos, a palavra doutrina "διδαχη" - "didache", isto é aquilo que é ensinado, os antigos cristãos perseveraram no ensino dos Apóstolos que é a Palavra de Deus;
2 ª - Regra: O ensino precisa ser uniforme, "κοινωνια" - "koinonia" comunhão, o ensino gera comunhão, representa a união mística da Igreja com Cristo, uma Igreja de Cristo assim participando como corpo de Cristo, a comunhão não é somente uma alegria no culto, comunhão é a ligação com Deus por intermédio de Cristo com  os seus filhos, somos identificados como "família de Deus", participando de sua mesa e fazendo a sua obra; e
3 ª - Regra: Partir do pão, e nas Orações, representa a nossa unidade como Igreja compartilhamos do mesmo anseio e desejo de estar com Jesus Cristo, por isso o ensino deve gerar unidade, pois o desejo do Senhor que nós sejamos um.

CONCLUSÃO
O preparo do professor deve ser sempre balizado pela Palavra do Senhor, sabendo que Ele que capacita para a boa obra, desta forma não podemos abrir mão que o ensino precisa ser bem reforçado, entender que primeiramente recebemos para depois transmitir o ensino, primeiro somos discípulos para depois sermos discipuladores.

BIBLIOGRAFIA
1 - KELLER, Timothy. Igreja Centrada. Desenvolvendo em sua cidade um Ministério equilibrado e centrado no evangelho. Tradução de Eulália P Kregness - São Paulo: Vida Nova, 2014.
2 - PIPER, John - Penetrado pela Palavra - São Paulo. Fiel, 2005. p.69.
3 - Bíblia Sagrada - Novo Testamento interlinear grego-português. Barueri,SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2004.
4 - TOLER, Stan e GILBERT, Larry. Treinador de Lideres. Desenvolvendo equipes ministeriais eficazes. Tradução de Lena Aranha - Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
5 - SANTOS, Robson e RICARDO, Roney. Escola Dominical o que você precisa saber. Vitória. Editora Edificar, 2014.
6 - Bíblia Sagrada - Rio de Janeiro. CPAD, 2008.
  








[1] Pastor, Secretário Adjunto da Convenção CADEESO, membro da Igreja Assembléia de Deus Aribiri, Formado em Teologia pelo Instituto Bíblico das Assembléias de Deus no Espírito Santo, Bacharel em Ciências Contábeis pela FACEV e Bacharelando em Direito na Estácio, especialista em Auditoria e Planejamento Tributário pela UVV, Professor universitário nas disciplinas em Auditoria, Contabilidade Avançada, Contabilidade Introdutória, Professor no Curso de Convalidação de Créditos em Bacharel em Teologia da FAECAD/Instituto Daniel Berg e ministrando em Seminários, conferencias e palestras. Empresário no ramo de Contabilidade.
[2] KELLER, Timothy. Igreja Centrada. Desenvolvendo em sua cidade um ministério equilibrado e centrado no evangelho. Tradução de Eulália P Kregness - São Paulo: Vida Nova, 2014.
[3] PIPER, John - Penetrado pela Palavra - São Paulo. Fiel, 2005. p.69.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

"UMA ESCOLA QUE TRANSCENDE A IGREJA"
Julio Cesar Caldeira Costa[1]
Texto: II Pe 3.18/ Tt 2.11-15.
"Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a gloria, assim agora como no dia da eternidade"
"Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que , renunciando a impiedade e as concupiscências mudanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, aguardando a bem aventurada, esperança e o aparecimento da gloria do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.  O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo especial, zeloso de boas obras."

INTRODUÇÃO.
Não podemos ficar somente com o fato histórico de Robert Raikes.  Que surgiu na Inglaterra com o propósito de evangelizar crianças que ficavam sem  atividade durante os serviços de domingo.  " Certo dia procurando um jardineiro na Rua Saint Catherine, no Bairro de Sooty Alley, ele encontrou um grupo de crianças maltrapilhas brincando na rua.  A esposa do jardineiro disse, então . que aos domingos a situação era pior, pois as crianças que trabalhavam nas fabricas, de segunda a sábado, durante horas muito longas, ficavam desocupadas nesse dia, quase abandonadas, passando o tempo brincando e aprendendo toda a espécie de vícios, Raikes constatou que essas crianças estavam a um passo do mundo do crime e ele chegou a ver o destino de muitas delas, ao visitar as prisões de Gloucester. Raikes pode logo associar cem crianças, de seis aos doze ou quatorze anos, nestas escolas dominicais, contratou 04 mulheres no bairro para lecionar.  Com o seguinte objetivo principal alfabetizar os alunos e ensinar a Bíblia para modificar o caráter usando os ensinamentos bíblicos.  As aulas começavam às 10 horas da manhã e iam até as duas da tarde, com lições de matemática, história e inglês, com um intervalo de uma hora para o almoço.  Elas eram levadas então à Igreja para serem instruídos no catecismo até as 17:30 hs, após um período experimental, Raikes divulgou suas idéias e os resultados em seu jornal, no dia 03 de novembro de 1783, um ano depois já eram 2150 mil almas matriculadas, a taxa de criminalidade de Gloucester caiu, de forma que em 1792, ou seja, 09 anos depois não houve um só caso julgado pela Comarca de Gloucester.  Este movimento de uma forte resistência oposicionista por considerar um movimento diabólico, porque era à parte das Igrejas e era dirigido por leigos, isto é pessoas que não tinham formação religiosa.  Quando Raikes faleceu, em 1811, após 28 anos, haviam quatrocentos mil alunos matriculados nas diversa Escolas Dominicais.  E nesse ano ocorreu a divisão em classes, possibilitando alfabetização de adultos."

ESCOLA BIBLICA DOMINICAL - O QUE É? O PORQUÊ?  OS SEUS BENEFICIOS?
Ao lermos o tema sugerido para este encontro, achei no primeiro momento na formula expressa "Uma escola que transcende a Igreja", numa perspectiva humana condicionando a Igreja como "Mater" e a escola como "filia", ou numa expressão melhor a escola se origina da Igreja, assim, não poderia transcender a Igreja.
Mas aos olhos do Senhor, entendemos o que se refere, como está escrito em II Tm 2.9b " Mas a palavra não está presa", desta forma entendemos o que o Espírito Santo quer de cada um de nós presente neste evento.
Desde o principio o Senhor preocupou-se em ensinar o seu povo como deve andar com Ele, preocupa em como resgatar o homem desde a queda de Adão, com isso levantou pessoas determinadas a fazerem a sua obra, mesmo que muitos venham rir, fazer pouco caso, ou até mesmo duvidam delas.  No caso de Noé que em sua comunidade começa a fazer uma arca.  A mesma intenção é a EBD e para que ela venha transcender isto é atingir o seu objetivo maior de ensinar sistematicamente a Palavra do Senhor, assim é preciso seguir os princípios básicos de sua necessidade de existência:
1 - SEJA PARTE DA NOSSA COMUNIDADE
Como cristãos, fomos chamados para executar nossos ministérios a fim de que todos de nossa sociedade vejam.  Muitos em nossas comunidades não entendem os modos de Deus e tornam muito incomodo para nós executarmos os nossos ministérios, nós experimentaremos provável oposição quando nós construirmos as "arcas" que Deus nos chama para construir.  Alguns professores de Escola Dominical escolheram se isolar de sua vizinhança.  Eles sentem que estão mais seguros ficando dentro das paredes da igreja para executar o ministério deles e ficam satisfeitos mantendo suas classes, cantando suas canções e vivendo a fé deles entre os irmãos.  Mas quando eles fazem isso, aqueles para quem a "arca" foi projetada nunca terão uma chance para vê-la.  Os ministérios da igrejas ficam inatos e tem pouco efeito sobre aqueles que precisam mais deles.  Igrejas e classes de Escola Dominical que são efetivas são aquelas cujos lideres e participantes não tem medo de viver como pessoas estranhas entre um mundo perdido.
Ministérios efetivos encontram meios de levar o evangelho para o perdido e, dessa forma, a luz do evangelho pode ser vista na escuridão (Mt 5.14-16).  Nunca devemos ter medo de viver dentro de nossa cultura e de nossas comunidades.  Jesus nos ensinou que o evangelho foi principalmente destinado para os espiritualmente doentes, não para os que estão saudáveis (Mt 9.12).  O evangelho é o remédio de que o povo da nossa cultura necessita, conhecendo eles ou não.  É nossa responsabilidade tornar o medicamento disponível para todos que o receberão.  É possível que professores de Escola Dominical sejam instrumentos na criação de pecadores enquanto estão no processo de realização do seu ministério de ensino? O apóstolo Tiago escreveu, "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado" (Tg 4.17)".
2 - APRESENTE UMA MENSAGEM CLARA NO MEIO DA CULTURA
Como professores, devemos apresentar uma mensagem clara.  Vivemos em uma cultura muito parecida com a que Noé se achava.  As pessoas hoje tem uma dificuldade para aceitar o fato de que há apenhas uma caminho para se chegar ao céu.  A Cruz parece tão inútil para esta geração quanto a arca foi à geração de Noé.  Poucos, realmente, acreditam que Deus trará julgamento sobre aqueles que pecam contra Ele.  E considerando a duração do tempo que passou desde que a promessa foi fada, até mesmos alguns cristãos começam a duvidar da promessa que Ele fez em sua Palavra.  Nosso trabalho é proclamar essas promessas, mesmo que isso possa parecer uma tolice para os outros.

3 - AJA DE ACORDO COM AS SUAS CONVICÇÕES
Declarar a verdade de Deus através da apresentação de nossas lições a cada semana é essencial para os professores de Escola Dominical.  E igualmente importante é viver a verdade que proclamamos diante de nossos alunos e em nossas comunidades a cada dia.  Nossa cultura, bem como os nossos alunos, requer autenticidade quando se trata de assuntos espirituais.  Muitas pessoas tem visto os lideres espirituais declararem verdades da Bíblia e, então, são pegos nos mesmos pecados que eles condenaram.  As pessoas tem pouquíssima tolerância à hipocrisia.  Se você vai aceitar a responsabilidade para ensinar, terá que entender que vai ser colocado em mais alta conta.  Viver de acordo com sua convicções não significa que você tenha de ser perfeito.  Significa, simplesmente, que você deve ser honesto com seus desafios e estar disposto a deixar que seus alunos vejam que você confia na força e na ajuda de Deus procurando viver de acordo com os padrões que Ele declarou nas Escrituras.  Você deve estar disposto a perdoar, a arrepender-se, a confiar e a viver uma vida santa e de compromisso com o Senhor.  em outras palavras, você tem que levar a mensagem da Bíblia seriamente.

4 - DEIXE OS RESULTADOS COM DEUS
Muitos professores estão sendo desencorajados porque as suas classes de Escola Dominical são pequenas.  Eles trabalham fielmente para preparar lições, oram pelos seus alunos, e ficam em suas salas de aula semana após semana, mas os resultados do ministério deles parecem muito pequenos em comparação ao que eles poderiam ser.  Estes indivíduos podem estar relacionados a Noé.
Se a história tivesse terminado no dia que a porta da arca foi fechada, Noé, provavelmente, teria tido razão para se sentir desapontado.  Só que a história não terminou ali.  O impacto da vida de fidelidade de Noé continua em nossos dias.  Quando ele e a sua família desceram da arca, fizeram um sacrifício e continuaram a servir.  Novas gerações povoaram a terra.  A verdade fiel de Deus foi proclamada para eles e alguns aceitaram e viveram de acordo com ela.  Caso Noé não fosse fiel para construir a arca, ele também teria estado perdido na inundação, e a verdade de Deus teria parado naquele ponto.
Noé não viu o total impacto do seu ministério em sua vida, e nem nós.  É nossa responsabilidade sermos fieis ao ministério par o qual Deus nos chamou e deixar os resultados cm Ele.  Podemos olhar atrás na vida de Noé e retirar dela força e esperança de que estamos fazendo a diferença que propagará a verdade ao longo de tempo, até mesmo quando a evidencia ao nosso redor parecer dizer algo bem diferente.




[1] Ministro do Evangelho, Bacharel em Teologia, Ciências Contábeis  e Bacharelando em Direito, Secretário Adjunto da CADEESO - Convenção das Assembléias de Deus no Estado do Espírito Santo e outros. Dirigente da Congregação da Igreja Assembléia de Deus Aribiri em Jardim colorado, Vila Velha-ES.  Empresário de Contabilidade.

sábado, 15 de abril de 2017

Uma História de Amor.

Uma passagem marcante que temos no Evangelho escrito por Lucas, no capitulo 10, sobre a indagação de "Um certo doutor da Lei" junto a Jesus Cristo sobre como herdar a salvação.   A salvação faz necessário uma explicação, significa viver eternamente com o Senhor, ter por Ele o seu resgate definitivo. A salvação sempre foi e sempre será objeto de indagação por muitas pessoas, alguns confiantes em demasia que já obterão este precioso conforto, outros nem muito preocupado com o assunto, mas de qualquer forma o referido questionador, se por ironia ou por duvida, questionou o assunto junto a Jesus.

Na resposta dada pelo Senhor traz o resumo da Lei que o Senhor havia entregue ao povo de Israel por intermédio de Moisés,  que é necessário amar o Senhor nosso Deus de todo o coração,  alma e entendimento,  ou seja por completo, em todo o nosso ser bem como também o próximo.  Difícil para o interlocutor é saber quem é o próximo,  para nós também seria difícil entender o profundidade desta ordenança,  pois deve vencer fronteiras, derrubar barreiras e preconceitos que nós mesmos criamos, pois o ensino sinaliza um amor derraigado de interesses próprios ou até alheios a nossa vontade, totalmente centralizado em querer o bem e faze-lo sem nenhum preconceito.

Para o Doutor da Lei, fica obscuro o direcionamento dado pelo Senhor Jesus, falta referência de como localizar o aspecto do "próximo", pois o "próximo", figuraria, em um pensamento humano como uma pessoa de nossa intimidade, que encontra-se próximo ao nosso relacionamento, de fácil contato e que goze deste estreitamento relação de apreço,  de fácil gesto e  carinho, alguém que esteja no mesmo nível que o nosso,  desta forma Jesus lança mão de uma parábola, onda demonstra originariamente o objetivo do Senhor de constituir uma Nação onde deve apresentar como instrumento de bênção para todos os semelhantes, ou seja todas as famílias, todos os indivíduos seriam contagiados por este amor, que diz a Palavra do Senhor "O AMOR DO SENHOR NOS CONSTRANGE", onde destacam uma situação em que um homem sai de Jerusalém para ir até Jericó e no meio do caminho é surpreendido por salteadores e agredido, surrado e meio morto ele é abandonado no meio do caminho da cidade de Jerusalém a Jericó,  uma pergunta nos é remetido porque este trajeto?  Analisando em um sentido simbólico,  vimos que Jerusalém é a cidade do grande Deus, e que por algum motivo ele sai para ir até Jericó,  neste sentido percebemos uma ligação restrita que este homem têm com o Senhor, ele sai por um caminho distante,  das cercanias do Senhor, se projeta para uma rota difícil mesmo tendo apenas 27 Km distância entre si,  era uma estrada íngreme e traiçoeira e envolvia um declive de quase 900 metros, além destas dificuldades naturais a estrada era cercada por ladrões,  homens maus que além de rouba-lo, intenta contra a sua vida, deixando quase nu o surram deixando quase morto.

O aspecto maior desse trama, é que coincidentemente temos a mesma situação,  em nosso dia a dia, vemos pessoas que em sua tenra idade cheios de sonhos projetos, com uma alegria ainda nutrida em seus corações e são surpreendidos pelas mazelas da ação do inimigo e levados a um verdadeiro martírio ficando sagrando pelas estradas de suas vidas quase mortos, ainda tendo uma vida física, mas mortos em seus delitos, colocados a margem da sociedade e excluídos por um sistema que foi deturpado pelo homem mas o seu original foi criado diferente pelo próprio Senhor, para que o homem venha ser a imagem e semelhança de Deus.  No questionamento do Doutor da Lei, ele estava com uma única intenção cercar Jesus e tentar encontra um erro e ele é surpreendido na sua pequenez dimensão de o que significa a palavra próximo.   Jesus lança sobre ele um pequeno enigma,  para que ele entendesse e nesse enigma ele faz parte do enredo, pois na sua dimensão o próximo não poderia ser aquele moribundo, pois estava quase morto já estava condenado na sua própria sorte.

Três personagens são apresentados: um sacerdote, um levita e um samaritano, os dois primeiros representam os representantes de Deus junto ao povo, onde demonstrariam todos os atributos morais de Deus, onde devem ensinar o amor de Deus para com o povo, o sacerdote destacado diante a Palavra do Senhor servia para apresentar os seus dons e sacrifícios, isto é demonstrar a sua qualidade aperfeiçoada pelo o Senhor nosso Deus e sacrifícios demonstrando a sua dedicação para servir ao Senhor, é claro que este serviço é o objetivo de sua existência, a Lei Sacerdotal dada pelo Senhor a Moisés definiu a quem poderia ser sacerdotes, definindo assim que nem todos estavam prontos para servirem ao Senhor, somente os descendentes de Levi,  o terceiro filho de Jacó e Lia e dentre os descendentes de Levi somente os filhos de Arão ou seja, Arão que foi bisneto de Levi, os filhos de Levi foram: Gerson, Coate e Merari.  Que não tiveram direito há terras nas "Terra prometida", Arão é neto de Coate e filho de Anrão. A tribo de Levi havia sido separada por Deus para cuidar do Tabernáculo, porém sacerdotes somente Arão e seus filhos e o Sumo Sacerdote o primogênito de Arão.  O  ofício Sacerdotal foi dado pelo Senhor com uma especificação a respeito do ministério de Arão, o Sumo Sacerdote e dos deveres do sacerdócio em geral, a sua missão foi de representar o povo diante de Deus, somente a eles poderiam queimar o incenso, cuidar do castiçal e dá Mesa dos pães dá proposição, oferecer sacrifícios no altar e abençoar o povo. Além disso julgarem as causas cíveis do povo e ensinar a Lei.  Eram os mediadores entre o povo é Deus é comunicavam ao povo a vontade é o concerto de Deus, devido a pecaminosidade do povo, ao exercerem o seu ofício eles faziam expiação pelo pecado do povo e testificavam da santidade de Deus, a misericórdia do Senhor é o seu amor, pois a morada de Deus se fez entre os homens na tipificação do Tabernáculo.  Já os Levitas são os demais descendentes de Levi, cada um com sua função é no todo de ajudar os sacerdotes na execução de seus serviços, os descendentes de Levi foram dados a Arão para o servirem no serviço Sacerdotal, guardando de toda a congregação, diante da tenda dá congregação, administrando o ministério do Tabernáculo tendo cuidado de todos os utensílios dá tenda dá Congregação, pois os Levitas a Arão e as seus filhos foram separados entre os filhos de Israel em dádiva.  Os Levitas foram tirados do meio dos filhos de Israel em lugar de todo o primogênito na terra do Egito.  Dos descendentes de Gerson as suas tendas eram assentadas atrás do Tabernáculo ao ocidente e eram responsáveis pelo Tabernáculo, a tenda, a sua coberta, o véu dá porta dá tenda, as cortinas do pátio e o pavilhão da porta  do pátio bem como as suas cordas para todo o serviço.  Dos descendentes de coate as suas tendas eram assentadas ao lado do Tabernáculo dá banda do sul e eram responsáveis pela guarda dá arca, dá mesa, do castiçal, os altares,  os utensílios do santuário e o véu.  Dos descendentes de Mercado as suas tendas eram assentadas ao lado do Tabernáculo dá banda do norte e eram responsáveis pelas tábuas do Tabernáculo, os varais, as suas colunas do pátio e do Tabernáculo em redor.  Os Levitas eram separados para o serviço com a idade de trinta aos cinquenta anos.  No período do Tabernáculo móvel os Levitas  o desmontavam e carregavam segundo os seus serviços.  Já no tempo do Reinado, onde o Tabernáculo já não era móvel e deu lugar ao templo, mas ainda no tempo de Davi, os Levitas já não precisava mais carregar o Tabernáculo, somente agora a manutenção do templo, respeitando somente as funções dos sacerdotes, já no tempo de Davi oficializou a musicalidade no templo utilizando os levitas, a partir das fixação do Tabernáculo, Davi fez a contagem dos Levitas com idade acima de 30 anos e chegou ao número de 38.000 homens, distribuindo em 24.000 Levitas para promoverem a obra da Casa do Senhor, 6.000 Oficiais e Juízes, 4.000 Porteiros e 4.000 Levitas para louvarem o Senhor com instrumentos. Já o Samaritano a sua colocação no texto está relacionado a sua etnia pois o surgimento do povo Samaritano é um motivo de litígio entre os judeus. O seu surgimento se deu ainda no tempo do Cativo Assírio onde os habitantes da cidade de Samaria e sua freguesia, localizada no alto do monte entre a Judeia e a Galileia, atualmente a região está situada na Palestina, entre Israel e a Cisjordânia.  A cidade de Samaria foi construída por Onri, sexto rei do Reino do Norte (chamado também de Israel) que reinou de 885 a 874 a.C. a partir de então esta Cidade passou a ser a capital do Reino do Norte até a sua queda em 772 a.C., o nome Samaria deriva de " Semer", nome do homem que vendeu este monte para o rei. Mas o objeto de questionamento que os judeus não se davam com os samaritanos por causa das miscigenação de raças sofrida pelos israelitas que habitavam a cidade de Samaria quando foi invadida pelos Assírios que trouxeram outros povos para habitarem a cidade de Samaria, a partir deste fato os judeus e os samaritanos não se davam bem, até no tempo de Jesus ainda não se entendam e os samaritanos eram desprezados pelos judeus.

O que o Senhor Jesus transmitiu aos seus interlocutores diz a respeito a um sentimento que vence barreiras da mais simples a mais complexa e entre judeus x samaritanos esta barreira era intransponível, podemos comparar a que no dias de hoje é vivida pelos judeus x palestinos que devem ser sanadas.  Mas iniciamos primeiramente pela barreira social entre um diálogo de homem com uma mulher que para aquele tempo era improvável. Outro aspecto é que aquela mulher que estava vivendo amaziada com o seu atual companheiro e já ter possuído vários maridos, que possivelmente tivesse tornado viúva dos seus maridos, não seria difícil de ter acontecido várias vezes ter viuvado, pois os índices de mortandade naquele tempo era alto, mas mesmo assim um líder religioso não travaria um diálogo com uma pecadora, um diálogo desta natureza nunca poderia ter acontecido neste estado, colocaria em dúvida a espiritualidade do religioso.  Mas a essência do diálogo é que Jesus sabia da ansiedade que o coração daquela mulher nutria, pois ela estava presa entre a mística dá religiosidade de seu povo em detrimento o verdadeiro caminho, ela sabia que desde Jeroboão os habitantes daquele local não tinham mais o hábito de descer até Jerusalém para adorar o Deus de Israel, permaneciam naquele monte e se serviam de um sistema religioso falso para adorar a Deus e se prendia a tradição religiosa, pois viu seu país fazerem isto, mesmo assim sabendo que a salvação vem dos judeus.  Muitas pessoas estão também assim presos em suas tradições e sabem que a salvação é somente por Jesus, mas não o querem segui-lo, preferem viver suas tradições, achando que serão tocados por Deus em seus sacrifícios tolos, em suas crenças equivocadas, achando que estão servindo a Cristo pelas suas ligações religiosas.  Mas na verdade estão muito longe de Deus e primeiramente é necessário seguir a voz profetica do Senhor é entender que o Senhor busca os verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade, o adoram em uma profundidade espiritual e não superficialmente, mas de forma intensa através de Jesus, pois a intensidade dá adoração deve estar comprometida com a verdade é a verdade é Jesus Cristo.  A prova maior deste abrir dos olhos daquela mulher é que ela conseguiu ver o Messias e só o vemos quando abrimos os olhos espirituais.  É preciso reconhecer Jesus.
Pastor Júlio Caldeira.






quinta-feira, 10 de julho de 2014

PORTAS RESTAURADAS

 

 

muros em ruinas

TEXTO: Ne 3

INTRODUÇÃO:

1 – Se os muros falam de nossa personalidade como um todo, há vários elementos nela contidos, dentre os quais a vontade que é o fator determinante para o progresso de qualquer restauração, libertação e cura. As horas são o lugar onde exercemos nossa autoridade, manifestamos nossa vontade, fazemos nossas escolhas e tomamos nossas decisões.

2 – Doze portas – doze áreas em nossa personalidade que precisam de tratamento. As portas são o lugar onde exercemos nossa autoridade, manifestamos nossa vontade, fazemos nossas escolhas e tomamos nossas decisões.

3 – Há muitos filhos de DEUS com a vontade enfraquecida. Não se firmam em nenhuma decisão tomada. São inconstantes em seus caminhos, inseguros, indecisos, suas portas.

4 – O ESPIRITO SANTO está em nós para restaurarmos as portas de nossa alma e nós precisamos permiti-Lo a realizar e isso não vai ser da noite para o dia.

AS 12 PORTAS DOS MUROS DE JERUSALEM.

I – PORTA DAS OVELHAS - Ne 3.1 - Encontro com o Cordeiro de DEUS.

1 – Local onde passava os animais para o sacrifício da Páscoa, ela nos leva a JESUS o Cordeiro de DEUS (Jo 1.29). É por ela que recebemos o Senhor JESUS, essa porta em nossa vida deve estar escancarada para JESUS, é uma decisão da nossa vontade, precisamos de uma convivência com Ele (Rm 8.29).

II – PORTA DOS PEIXES – (Ne 3.3) – Lugar de Crescimento e Reprodução.

1 – Na Língua Hebraica, encontramos o sentido de Crescimento a reprodução de nossas vidas em novos filhos, novos peixes, novas ovelhas, em novos crentes, a porta dos peixes por onde deixaremos entrar os novos filhos de DEUS. Exige uma decisão que não vivamos sós para nós, mas irmos à busca dos que também precisam encontrar JESUS, quando nos abrimos para receber cada nova pessoa, do jeito que ela vem, com muitos problemas na alma será abastecida e enriquecida. O amor de CRISTO vai nos iluminar e seremos capazes de assistir a um numero cada vez maior. Cada novo crente que entrar por ela, será abençoado, mas também deixará conosco uma benção. (Mc 1.17).

III – PORTA VELHA – (Ne 3.6) – Libertação do Passado.

1 – Esta porta fala das coisas velhas existentes em nossa alma, e que devem ser removidas: um passado que deixam marcas no caráter, memórias feridas que teimam em permanecer machucando, padrões de pensamento e hábitos alheios aos princípios do Reino de DEUS, enfim, tudo quanto é herança contraria à nova vida em CRISTO. (2Co 5.17/Ef 4.21-24/Ef 4.30)

Para se libertar dessas velharias mencionadas, depende de uma firme determinação da vontade de rejeitar, precisamos hoje é escancarar a Porta Velha, deixando por ela sair o passado e depois fechá-la para os hábitos e prisões antigas que tentem voltar à alma.

IV – PORTA DO VALE – (Ne 3.16) – O Milagre da Salvação.

1 – Nos arredores de Jerusalém havia um Vale que um dia fora o Vale de Hinon, ali os filhos de Israel passaram a sacrificar a ao deus Maloque, foi amaldiçoado e Jeremias profetizou que ele seria chamado “Vale da Matança” (Jr 32.35; 7.30; 8.3), Isaias o apresenta como um lugar escatológico de punição, onde o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará (Is 66.22-24). Ele passou a ser chamado de Geena, identificado como o fogo, morte e tormento. JESUS Faz referencia a ele, como figura do inferno. (Mc 9.43-48), neste vale era colocado todo o lixo da cidade que seria queimado. Havia sempre os vermes dos cadáveres e o fogo ardia constantemente. A Porta do Vale representa para nós a porta da libertação do inferno, o lugar do maior de todos os milagres: a nossa salvação. Ela deve está fechada para o diabo que tenta se introduzir na cidade, isto é, na alma, a destruição do Vale.

V – PORTA DO MONTURO – (Ne 3.14) – Remoção do Lixo.

1 – Esta é a porta onde o lixo da alma é removido e jogado fora. Quando chegamos a Cristo com uma alma cheia de defeitos, quando olhamos uns para os outros logo descobrimos que há muito a ser tratado. Um é explosivo, outro é fechado; um se fere com facilidade, outro é tendente à depressão; um manifesta egoísmo e um outro é orgulhoso. Tudo isto é lixo, resquícios dos padrões e valores do mundo.

VI – PORTA DA FONTE – (Ne 3.15) – O ESPIRITO SANTO.

1 – Fonte fala de águas que correm. Um dos símbolos do ESPIRITO SANTO na Bíblia é a água. Esta é a porta do ESPIRITO SANTO. Toda nossa vida cristã depende dEle. É Ele quem nos gera em CRISTO, efetuando a obra de regeneração. Ele nos foi dado como o outro Ajudador ou Consolador. Mas para que Ele opere em nós tudo quanto lhe compete, mas precisa do nosso consentimento, mediante uma decisão de entrega e submissão.

VII – PORTA DO CÁCERE – (Ne 3.25) – Livres de Prisões.

1 – fala-se do átrio ou pátio da prisão. Este é o lugar onde as nossas prisões devem ser quebradas, há muitas prisões em nossa vida que devem ser relaxadas. Prisões do medo, depressão, falta de perdão, amargura e tantas outras. Para muitos a comida, um pedaço de bolo, uma coca-cola, uma xícara de café, o sexo, a posição e coisas semelhantes, são uma prisão. Tudo quanto tem poder de fascínio ou domínio sobre nós é uma prisão. A tudo que dizemos “não consigo”, deixar isso, ou não fazer isso, ou viver sem isso, servimos como escravos. O ESPIRITO SANTO quer quebrar o jugo dessas prisões, para tanto precisamos dar-Lhe acesso ao pátio do cárcere e rejeitar todas as cadeias.

Paulo exorta “Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão.” (Gl 5.1), as prisões da alma se manifestam na incapacidade de dominar os apetites da carne, nas carências afetivas, insegurança, acomodações, pensamentos descontrolados, dificuldade em tomar decisões, letargia, etc... há mil formas de prisões, mas todas tem uma só origem: Satanás.

VIII – PORTA DAS ÁGUAS – (Ne 3.26) a Palavra de DEUS.

1 – Essa é a porta da Palavra. Paulo, falando sobre JESUS e a Igreja, diz: “Tendo-a purificado com a lavagem da água, pela Palavra” (Ef 5.26), esta porta tem que está aberta temos que Le-la, escutá-la, meditá-la para que possamos ser lavados, purificados, doutrinas estranhas nos enchem de lama, sujeira.

IX – PORTA DOS CAVALOS – (Ne 3.28) Livres de cargas.

1 – Este lugar nos fala por onde passam os fardos. Era a porta onde entravam os cavalos cheios de cargas para a cidade. Todos os fardos devem ser lançados a JESUS e devemos também ajudar os nossos irmãos como disse Paulo “devemos levar as cargas uns dos outros” (Gl 6.2), isto não quer dizer que estas cargas devem repousar sobre nossos ombros. Todas tem o seu destino certo nas mãos de JESUS.

X – PORTA ORIENTAL – (Ne 3.29) O Regresso de JESUS.

1 – Acredita-se que por esta porta JESUS entrou em Jerusalém e que hoje se encontra fechada. Espera-se o Messias entre por ela, em sua segunda vinda. Para nos, ela fala do regresso de JESUS. Paulo diz que devemos consolar uns aos outros, com a esperança da bendita vinda do Senhor.

XI – PORTA DA ATRIBUIÇÃO – (Ne 3.31) A comissão Divina.

1 – ela é traduzida como “miphkad” que significa atribuição, mandato, ordem. Onde o Senhor nos delegou uma missão, atribui-nos uma responsabilidade.

XII – PORTA DE EFRAIM – (Ne 8.16) – A porção dobrada.

1 – Efraim foi o segundo filho de José (o mais novo), porem recebeu porção dobrada, seu nome significa: porção dobrada da herança, ela é a porta da porção dobrada, esta é dada por direito de primogenitura, na carta aos Hebreus 12.23 “Igreja dos primogênitos inscritos nos céus”. Porque somos os primogênitos: JESUS é o primogênito e nós somos o seu Corpo, um com Ele, e o que é Seu, é nosso em Oséias 11.8 “Como te deixaria. Ó Efraim?”, não há limites em DEUS. Somos nós que limitamos o que recebemos dEle. Seus tesouros, em Cristo estão disponíveis para nós.

CONCLUSÃO.

Como está a sua alma?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

RABINOS PEDEM CONSTRUÇÃO DE SINAGOGA NO MONTE DO TEMPLO, EM JERUSALÉM

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recebeu esta semana uma carta assinada por um grupo de rabinos ligados ao grupo"National Religious", defendendo a construção de uma sinagoga no lugar mais sagrado do judaísmo: o Monte do Templo, atualmente ocupado pelas mesquitas.

O grupo que assinou a carta é bastante variado e representativo, pois inclui rabinos das facções religiosas conservadoras, grupos liberais e religiosos sionistas, bem como professores, educadores e profissionais.

"O Monte do Templo é um lugar singular para a oração"- afirma a carta - "Como primeiro-ministro, pedimos-lhe que faça o que for necessário para estabelecer um lugar de oração para judeus no Monte do Templo, de uma forma respeitável e pacífica, que honre o lugar sagrado pelo qual todos nós ansiamos."

O documento foi preparado e enviado pela organização Amutat Yishai, que apóia a construção de uma sinagoga numa localização específica do Monte do Templo à qual muitos rabinos concordam que os judeus possam ter acesso. A carta defende a construção de uma estrutura nessa área, onde os judeus possam orar.

Os judeus que atualmente sobem à esplanada do Monte do Templo têm permissão apenas para ir a certas áreas da mesma e têm de aderir a certas restrições ligadas aos rituais de purificação, e é por isso que uma grande parte do recinto está hoje interdita aos judeus.

No entanto, um número de rabinos concordam com os historiadores que alegam que certas áreas do Monte do Templo não estavam incluídas nas delineações da área do Templo Santo, permitindo assim tais visitas - mesmo em estado de impureza ritual - desde que fossem providenciadas no local facilidades para o ritual da imersão e que outras disposições fossem também cumpridas.

MUÇULMANOS PODEM ORAR NO MONTE. E O JUDEUS?

Os grupos muçulmanos, incluindo o Waqf Islâmico que supervisiona os santuários muçulmanos sobre o Monte do Templo, opõem-se ferozmente a qualquer forma de presença judaica no local. e de forma a evitar conflitos, as autoridades israelitas simplesmente proibiram os judeus de orar no local.

A maioria dos estudiosos judeus partilha a crença de que é necessária a construção de um terceiro Templo sobre o Monte do Templo. Moisés foi instruído no Livro do Deuteronômio (12:13 e 14) para "Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires; mas no lugar que o Senhor escolher numa das tuas tribos, ali oferecerás os teus holocaustos, e ali farás tudo o que te ordeno."

JUDEUS VISITANDO O MONTE. SÓ NÃO PODEM ORAR...

As evidências das Escrituras apontam para o Monte Moriá (também conhecido como "monte do Senhor", ou"Monte Sião") como o local escolhido por Deus para o Seu Templo (Salmo 48). Por isso, se o terceiro Templo for erigido, será muito provavelmente no sítio do Monte do Templo. 

Várias posições têm sido adiantadas acerca da exata localização do mesmo - um dos pontos de vista é vê-lo construído ao lado do Domo da Rocha. Outras opiniões defendem a remoção do Domo da Rocha, para dar lugar ao Templo. Cada um das perspectivas parece no entanto conduzir ambos os lados a uma contagem decrescente para um confronto.

GRUPO SHALOM - AGOSTO DE 2013

Em Outubro passado, o jornal Tehran Times relatou que um porta voz do Ministério das Relações Exteriores do Irão tinha denunciado um plano israelita para construir uma sinagoga perto da mesquita al-Aqsa, apelando à comunidade internacional para prevenir mais"conspurcação" do Monte do Templo.  Durante um discurso televisivo feito naquela altura, Ismail Haniyeh, primeiro-ministro do Hamas, condenou os esforços israelitas para "judaizar" Jerusalém, encorajando todos os palestinianos para agirem contra as alegadas "medidas expansionistas" de Israel.

Entretanto em Israel, um comentador do jornal "The Jerusalem Post" escreveu o seguinte comentário: "O estado das coisas no Monte do Templo é intolerável e insustentável. Liberdades básicas como o direito ao culto e à livre expressão estão sendo espezinhadas, e os judeus são sujeitos a descriminações desconhecidas em qualquer outra parte do mundo ocidental num lugar de tal significado profundo para a História e destino dos judeus."

Michael Freund, autor do artigo no jornal israelita, tinha conduzido um tour pelo Monte do Templo com mais de 50 judeus oriundos da sinagoga Ra'anan Ohel Ari, e assinalou o seguinte."...foi deprimente ver até que ponto o governo israelita cede às ameaças de instabilidade árabe à custa dos seus próprios cidadãos e dos seus direitos básicos."

Freund fornece exemplos de claros precedentes históricos de quando os direitos dos judeus eram respeitados, especialmente durante períodos em que o Monte do Templo se encontrava sob controle muçulmano.

JUDEUS E MUÇULMANOS JÁ CONVIVERAM JUNTOS NO MONTE DO TEMPLO

Um desses casos mostra uma sinagoga e um lugar de estudos judaicos funcionando no Monte do Templo onde os judeus podiam ir orar em liberdade por mais de quatrocentos anos, depois que o califa Omar conquistou a Terra de Israel em 633-4 d.C.

NÃO É FALTA DE ESPAÇO...

Isso foi confirmado pelo rabino Abraham bar Chiya HaNassi, grande líder e autoridade rabínica espanhola do século 12, que escreveu no livro "Megilat Megaleh" que, "no início, depois de os romanos terem destruído o Templo, Israel não foi impedido de subir lá e orar, e da mesma forma os reis de Ismael estabeleceram um costume beneficiente e permitiram a Israel subir ao Monte do Templo e construir uma casa de oração e estudo."

O rabino ainda acrescentou que "todos os exilados de Israel que viviam perto do Monte do Templo subiam nos festivais e feriados e oravam ali."


TERCEIRO TEMPO A CAMINHO

MUITO ESPAÇO PARA UM TEMPLO JUDAICO...

Apesar das atuais profundas divisões religiosas entre judeus e muçulmanos que têm conduzido a uma salvaguarda territorial dos acessos ao Monte, sabemos pelas Escrituras proféticas da Bíblia que existirá um terceiro Templo construído sobre este lugar sagrado.

Embora a construção de um Templo não seja um pré-requisito para o início do período de 7 anos da Tribulação, as Escrituras bíblicas apontam para a construção de um Templo e início da adoração no mesmo antes do meio desse período de 7 anos de tribulação. 

Quando os discípulos de Jesus Lhe perguntaram acerca da"consumação do século", Ele avisou as gerações futuras que vivessem em Jerusalém no Seu discurso profético para estarem conscientes da proximidade do "abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo" - Mateus 24:15.

O TEMPLO E O ANTICRISTO

No Livro de Daniel (capítulos 11 e 12), o profeta avisa que os anos finais conducentes ao estabelecimento do Reino de Deus na terra produziriam um líder político (o Anticristo) que confirmará uma aliança de paz com Israel por 7 anos. A meio desse período de tempo, o Anticristo fará cessar os sacrifícios no Templo, voltar-se-à contra Israel, e exaltar-se-à como deus, selando aí o seu destino final - eterna e permanente separação de Deus no lago de fogo (Apocalipse 20:10).

ATÉ QUANDO VEREMOS ESTA IMAGEM?

No entretanto, poderá a construção de uma sinagoga no Monte do Templo e o restabelecimento do direito dos judeus a poderem orar ali ser a pedra basilar para a construção de alguma tolerância e respeito mútuo entre judeus e árabes? Por muita relutância que ambas as partes sintam ao encararem tal possibilidade, seria necessária uma mudança de atitude como preparação para um muito maior acordo que em última análise dará lugar à construção de um terceiro Templo. Há quem já especule que o actual processo de paz poderá conduzir a um entendimento que poderá vir a permitir a reconstrução de um Templo. 

Se não se chegar a um acordo diplomático, talvez então a guerra venha a conseguir o resultado desejado...

Enquanto isso, continuam as preparações para o Templo...

Shalom, Israel!

CANDELABRO PREPARADO PARA O TEMPLO

fonte: http://shalom-israel-shalom.blogspot.com.br/2014/04/rabinos-pedem-construcao-de-sinagoga-no.html

sábado, 18 de janeiro de 2014

8º CONGRESSO DA EBD - CPAD

Será na Assembléia de Deus Mministerio do Belenzinho, o 8º Congresso de Escola Biblica Dominical, nos dia 13 a 16 de março de 2015, no seu novo Templo que possivelmente será inaugurado com este evento, que já estávamos aguardando a data do referido Congresso que já marcou a vida dos amantes do ensino da Palavra de Deus, que o Senhor Jesus Cristo seja louvado!

O PREPARO DO PROFESSOR PARA PROMOVER CRESCIMENTO NA EBD Julio Cesar Caldeira Costa [1] E aconteceu que, concluindo Jesus este discu...